Pesquisar este blog

Carregando...

quarta-feira, 8 de abril de 2015

9º ano - Produção de texto: desconstrução do discurso nazifascista

Seu texto deverá analisar os discursos e apresentar as ideias defendidas pelos nazifascistas. Por fim, apresente argumentos para desconstruir os discursos totalitários, tendo como base as palavras de Charles Chaplin no filme "O Grande Ditador", de 1939.


FASCISMO: discurso de Benito Mussolini na cidade de Turim (ITA)

NAZISMO: discurso de Adolf Hitler ao assumir o cargo de chanceler da Alemanha, em 1933

NAZISMO: compilação com trechos de vários discursos de Adolf Hitler

Discurso de Charles Chaplin no filme "O Grande Ditador" 

terça-feira, 7 de abril de 2015

CIVILIZAÇÃO GREGA

*por Fernanda Machado do UOL

A importância de se conhecer a Grécia da Antiguidade (que se desenvolveu entre 2000 a.C. e 500 a.C.) é que a herança de sua cultura atravessou os séculos, chegando até os nossos dias. Foram influências no campo da filosofia, das artes plásticas, da arquitetura, do teatro, enfim, de muitas ideias e conceitos que deram origem às atuais ciências humanas, exatas e biológicas. 

No entanto, não podemos confundir a Antiguidade grega com o país Grécia que existe hoje. Os gregos atuais não são descendentes diretos desses povos que começaram a se organizar a mais de quatro mil anos atrás. Muita coisa se passou entre um período e outro e aqueles gregos antigos perderam-se na mistura com outros povos. Depois, a Grécia antiga não formava uma nação única, mas era composta de várias cidades, que tinham suas próprias organizações sociais, políticas e econômicas. 

Apesar dessas diferenças, os gregos tinham uma só língua, que, mesmo com seus dialetos, podia ser entendida pelos povos das várias regiões que formavam a Grécia. Esses povos tinham também a mesma crença religiosa e compartilhavam diversos valores culturais. Assim, os festivais de teatro e os campeonatos esportivos, por exemplo, conseguiam reunir pessoas de diferentes lugares da Hélade, como se chama o conjunto dos diversos povos gregos. 


Cidades-Estados 
Essa Grécia de 4.000 anos atrás era formada por ilhas, uma península e parte do continente europeu. Compunha-se de várias cidades, com seus Estados próprios, que eram chamadas de cidades-Estados. Essas cidades localizavam-se ao sul da Europa, nas ilhas entre os mares Egeu e Jônio. Algumas das cidades gregas de maior destaque na Antiguidade foram Atenas, Esparta, Corinto e Tebas. 

Essas cidades comercializavam e ao mesmo tempo guerreavam entre si. As guerras eram motivadas pelo controle da região e para se conseguir escravos, os prisioneiros de guerra, que moviam grande parte da economia daquelas sociedades. 

Afora os escravos e os pequenos proprietários, havia os cidadãos propriamente ditos, naturais da cidade e proprietários de terras, que tinham direitos políticos e podiam se dedicar a atividades artísticas, intelectuais, guerreiras e esportivas. Isso indica que as pessoas com mais prestígio e propriedade cuidavam exclusivamente do aprimoramento do corpo e da mente. Os mais pobres e os escravos eram quem movimentava a economia, fazendo o trabalho braçal, considerado, então, como algo desprezível. 


Influência de Creta, Egito e Fenícia 
Esses diversos povos gregos organizaram-se e ganharam força por volta do ano 2.000 a.C. A cultura grega tornou-se tão importante porque foi a síntese, o resumo, de diversas outras culturas da Antiguidade, dos povos que viveram na África e no Oriente Médio. Assim, os gregos conheceram os cretenses, que eram excelentes navegadores. Tiveram contato com os egípcios, famosos nos nossos dias pelo complexo domínio de conhecimentos técnicos que possuíam e por sua organização social. 

Por fim, a influência dos fenícios também foi muito importante na cultura grega. Os fenícios foram o povo, naquela parte do planeta, que havia inventado o alfabeto cerca de 1.000 anos a.C. Esse alfabeto foi aperfeiçoado pelos gregos, que por sua vez deu origem ao alfabeto latino, inventado pelos romanos. Como se sabe, a língua portuguesa, que nós falamos, tem origem latina. 

Todo esse processo demonstra como ocorreram frequentes intercâmbios entre os povos ao longo da história da humanidade, embora muitos conhecimentos e invenções tenham se perdido ou deixado de fazer sentido quando essas civilizações desapareceram. 


Sociedade espartana 
As cidades-Estados sobre as quais sobreviveram mais informações são Atenas e Esparta. Essas sociedades eram, aliás, bem diferentes e frequentemente lutaram uma contra a outra. A sociedade espartana era considerada rígida (nos dias de hoje, quando queremos dizer que alguma coisa ou pessoa é muito cheia de regras, fechada, dizemos que é "espartana"). Em Esparta, os homens viviam para a vida militar. 



Eles só podiam casar depois de terem sido educados pelo Estado, em acampamentos coletivos, onde viviam dos 12 até os 30 anos. Para o governo, existiam os conselhos de velhos, que controlavam a sociedade e definiam as leis. As mulheres espartanas cuidavam da casa e tinham também uma vida pública: administravam o comércio na ausência dos homens. 


Atenas e a democracia 
Já Atenas, que foi considerada o exemplo mais refinado da cultura grega, teve seu apogeu cultural e político no século 5 a.C. Na sociedade ateniense, diferentemente de Esparta, as decisões políticas não estava nas mãos de um conselho, mas sim no governo da maioria, a democracia. Dentro desse sistema, todos os cidadãos podiam representar a si mesmos (não precisavam eleger ninguém) e decidir os destinos da cidade. Ao mesmo tempo em que Atenas abria o espaço para os cidadãos, reservava menor espaço para as mulheres do que na sociedade espartana. Em Atenas, as mulheres, assim como os escravos, não eram consideradas cidadãs. 


Os jogos olímpicos 
De tempos em tempos, as civilizações que surgiram após os gregos - inclusive a nossa - voltam seus olhos para essa cultura tão antiga, chegando mesmo a retomar alguns de seus costumes. Assim aconteceu, por exemplo, com os Jogos Olímpicos. Essa atividade ganhou importância no mundo ocidental na primeira metade do século 20, como uma forma de celebrar pacificamente a rivalidade entre os países que se confrontaram em duas Guerras Mundiais. Na verdade, as Olimpíadas foram reinventadas no final do século 19, ou seja, mais de 2.000 anos depois de terem sido extintas. 

Na Grécia Antiga, os jogos olímpicos eram um ritual de homenagem a Zeus (o deus máximo de uma religião com muitos deuses). Esses jogos realizavam-se na cidade de Olímpia e envolviam todas as cidades-Estados da Hélade em várias competições de atletismo. Dentre as modalidades de esporte que se praticavam havia a corrida, a luta livre, o arremesso de discos, salto e lançamento de dardos. Os vencedores voltavam às suas cidades com uma coroa de folhas de oliveira e um imenso prestígio. 


Os macedônios e a cultura helenística 
No entanto, após o esplendor de Atenas no século 5 a.C., as cidades-Estados gregas foram perdendo seu poder e acabaram conquistadas e unificadas pelos macedônios, no século 4 a. C. Sob o domínio de Alexandre, o Grande, a cultura grega se expandiu territorialmente, indo do Egito à Índia, num processo em que simultaneamente influenciava e sofria influências. Essa cultura que correu mundo, tendo como raiz a tradição grega, foi chamada de cultura helenística. 

Por fim, no século 1 a.C., foi a vez dos romanos chegarem à Grécia antiga, conquistando-a. Ainda que Roma tenha incorporado a maior parte dos valores gregos, inaugurando a cultura greco-romana, os povos gregos da Antiguidade não conseguiram mais obter sua autonomia política e assim foram, ao longo dos séculos, desaparecendo.


ANTIGUIDADE ORIENTAL - Hebreus, fenícios e persas

HEBREUS 
*por Rainer de Sousa 

A cultura hebraica tem uma forte relação com o mundo contemporâneo. Levantando apenas um dos mais básicos argumentos que justificam essa afirmação, podemos atribuir a esse povo a criação de uma das maiores religiões do mundo atual: o cristianismo. Tendo essa posição de destaque na compreensão dos valores da cultura ocidental contemporânea, o estudo da civilização hebraica pode nos conceder intrigantes instrumentos de reflexão sobre os nossos valores e nossa cultura. 

A história dos hebreus se confunde com a trajetória de diversos outros povos do mundo antigo. Entre outros episódios podemos destacar o exílio no Egito, a dominação pelos babilônios e a conflituosa relação com as autoridades do Império Romano. Uma das maiores fontes de estudo da trajetória do povo hebreu se encontra na Bíblia, principalmente na parte do conhecido Velho Testamento. Nesse livro, hoje de valor sagrado para o Cristianismo, podemos ver alguns traços da história e da cultura desse povo. 

Em geral, costumamos dividir a história dos hebreus de acordo com as diferentes formas de organização política desse povo. A primeira fase dessa divisão faz referência ao chamado Período dos Patriarcas, onde um líder maior tinha atribuições de caráter religioso, jurídico e militar. Ao longo desse período temos uma fase de transição marcada pelo Êxodo para o Egito onde, fugindo de uma grande seca, essa civilização esteve sobre o domínio do Estado faraônico. 

Depois de conseguirem se livrar da dominação egípcia, os hebreus se organizaram em diferentes tribos sendo cada uma delas comandadas por um juiz. As situações de conflito estabelecidas com os outros povos da região palestina acabaram por viabilizar a formação de uma monarquia centralizada. A fragmentação dos hebreus em dois novos reinos (Judá e Israel) enfraqueceu militarmente os hebreus, que acabaram subordinados aos babilônicos e romanos. 

Após a Diáspora ocorrida no ano 70, os hebreus acabaram se espalhando ao redor do mundo. Suas tradições religiosas acabaram sendo o grande traço cultural capaz de manter os valores desse povo arraigados. Somente na segunda metade do século XX, o movimento sionista judaico foi capaz de estabelecer um novo Estado judeu na região da Palestina. A volta dos judeus ao seu local de origem, ainda hoje, sustenta uma interminável guerra com os árabes que dominaram a região durante todo esse tempo. 


FENÍCIOS 
*por Bruno Ferreira 

Este povo que foi dedicado ao comercio por consequência da sua posição geográfica de um lado uma região montanhosa e com poucas terras cultiváveis do outro o mar do mediterrâneo, desta forma viram no mar o caminho para novas conquistas criaram cidades quase independentes como os gregos e desafiaram o mar em direção ao desconhecido conseguiram seu objetivo de alcançar novos povos. 

Com tanta engenhosidade marítima a pratica sempre foi o seu nome e para tal a escrita deveria ser mais fácil ainda criaram e revolucionaram o modo de escrever e difundiram esse modo no mediterrâneo alguns povos pegaram a partir desta escrita e aperfeiçoaram o alfabeto com 22 símbolos esses foram os gregos e os romanos que influenciaram o nosso alfabeto atual e nossa escrita e etimologia, depois do fim do império o alfabeto foi difundido por outros povos. 

Os fenícios nunca tiveram uma poderoso exercito capaz de enfrentar os inimigos mais poderosos e ricos como Persas, Assírios e Romanos todos estes foram conquistadores dos fenícios que marginalizaram esse povo no seus famosos impérios. 

Portanto sem duvida nenhuma o povo fenício este que hoje podemos localizar no mapa e chamar de libaneses contribuíram e muito para a cultura ocidental. 


PERSAS 
*por Érica Turci 

Em 550 a.C., Ciro, um governante persa, venceu a Média e unificou persas e medos, iniciando o Império Persa sob a dinastia dos aquemênidas. Ciro, conhecido como "o Grande", deu aos medos a mesma condição política e militar dos persas e, ao dominar os elamitas, transformou sua capital, Susa, na nova capital do império. Assim, ao igualar os poderes entre o sul e o norte do Planalto Iraniano, conseguiu criar uma situação de paz interna e, dessa forma, pôde concluir a conquista sobre a Mesopotâmia e a Anatólia. 

Cambises, filho de Ciro, conquistou o Egito. Foi sob o reinado de Dario I que se iniciaram as Guerras Médicas, durante as quais ocorreu a Batalha de Maratona (490 a.C.), que marcou a primeira grande derrota militar persa. 

Ao mesmo tempo em que conseguiu conter diversas sublevações dentro do Império, Dario I manteve a política de seus antecessores com os diferentes povos dominados: cada povo tinha certa autonomia, desde que se mantivesse fiel ao imperador persa, enviando os tributos e fornecendo trabalhadores e contingentes militares. 

Para facilitar a administração de tão vasto domínio, Dario I dividiu o império em satrapias, unidades administrativas que respeitavam os antigos limites políticos dos povos conquistados, e entregou cada uma delas a um sátrapa, nobre de origem persa ou meda, escolhido pelo próprio imperador. O sátrapa, contudo, não podia transferir aos seus descendentes tal privilégio. Além disso, Dario criou uma rede eficiente de estradas e um sistema de correios para viabilizar a comunicação entre as várias regiões. E para manter seus sátrapas constantemente vinculados aos interesses imperiais, aumentou o número de funcionários reais que fiscalizavam cada satrapia (os "olhos e ouvidos do rei"). 

Religião 
Dario I, como grande imperador, ligou o seu nome ao deus Ahuramazda, transformando o zoroastrismo na religião oficial do império. Tal religião se fundamentava nos ensinamentos de Zaratustra (ou Zoroastro), um personagem semilendário que escreveu o livro Zend-Avesta, que fala sobre a existência de um grande deus chamado Ahuramazda, criador de todo o mundo, que no final dos tempos julgaria os humanos a partir de suas atitudes. 

Como contrapartida ao Bem que Ahuramazda representava, existia um deus secundário, Arimã, que quase se igualava em poder a Ahuramazda, mas que representava as forças obscuras do mundo. A luta eterna entre essas duas divindades era o centro da religiosidade persa, e a cada ser humano restava contribuir com suas atitudes cotidianas para que o Bem ou o Mal tivesse mais poder. 

Zaratustra já tinha definido que Ahuramazda venceria Arimã, mas a vitória seria mais fácil com a colaboração humana, e todos aqueles que tivessem contribuído para a vitória do Bem, receberiam em troca a vida eterna. 

Por existirem dois deuses principais no zoroastrismo, muitos falam em uma religião dualista, mas os historiadores defendem que o zoroastrismo seria o inicio ético do monoteísmo de judeus, cristãos e muçulmanos, já que propõe concepções como "luta entre Bem e Mal", "paraíso" e "juízo final", tendo Ahuramazda como sua divindade suprema. 

Quando Xerxes, filho de Dario 1º, assumiu o poder, tinha nas mãos quase um poder divino para governar todo o império. Xerxes teve como prerrogativa continuar a guerra de seu pai contra os gregos (2ª Guerra Médica), mas, ao ser vencido (479 a.C.), voltou seus interesses para a manutenção do império que herdara. Os sucessores de Xerxes se mantiveram ocupados com seus problemas internos até que um rei macedônio, Alexandre Magno, depois de submeter definitivamente a Grécia, em 334 a.C., atravessou o Helesponto e iniciou sua expansão político-militar sobre o Oriente, iniciando o Império Helenístico.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Maxi - 1ª Série - Egito Antigo

Tema freqüente dos meios de comunicação, o Egito é um país geralmente associado a descobertas arqueológicas da era anterior a Cristo. No imaginário do mundo atual, é o país das pirâmides, das múmias, da sedutora rainha Cleópatra e do caudaloso rio Nilo.

De fato, a civilização que se desenvolveu no Egito, numa antiguidade muito remota, é surpreendente no que se refere principalmente a seus aspectos culturais, incluindo-se aí a escrita (os chamados hieróglifos), a pintura, a escultura, a arquitetura, a mitologia, etc.

Porém, para se compreender o desenvolvimento cultural do antigo Egito, é preciso conhecer também as condições sociais e econômicas em que ele ocorreu. Do mesmo modo, é necessário considerar também uma questão geográfica, pois, como disse Heródoto, o historiador grego, "o Egito é uma dádiva do Nilo".


Às margens do Rio Nilo
Atualmente, o Egito tem 70 milhões de habitantes e é o mais populoso dos países árabes. Porém, exatamente como na Antiguidade, a maioria de sua população está concentrada em apenas 4% do território, às margens do Rio Nilo.


Por se localizar numa região cercada por desertos - o nordeste da África -, o Egito sempre teve a sua vida ligada às águas deste rio e às suas cheias, que fertilizam o solo, tornando possível o desenvolvimento de uma agricultura capaz de sustentar grandes contingentes populacionais.


Nos últimos séculos do 4º milênio a.C., com a acentuada queda dos índices pluviométricos na região, as populações nômades e semi-nômades que viviam nos oásis dos desertos do nordeste da África foram atraídas para as margens do rio Nilo. A ocupação da região ocorreu com levas sucessivas de tribos vindas das regiões da Líbia - a oeste -, da Palestina - a leste - e da Núbia (atual Sudão) - ao sul -, que acabaram formando a população egípcia.

civilização egípcia desenvolveu-se às margens do rio Nilo numa largura de 10 a 20 quilômetros e numa extensão de 1.000 quilômetros. Era extremamente dependente do rio, tanto para a manutenção das atividades agrícolas e a pecuária, como para o transporte de mercadorias e comunicação entre as diversas aldeias, sempre localizadas às margens do Nilo.

Diques e reservatórios no Rio Nilo
O controle das cheias do rio foi condição essencial para o desenvolvimento da civilização na região, pois o seu leito não era suficiente para conter as águas que inundavam a região. Foram construídos diques e reservatórios às margens do Nilo que retinham as águas que seriam utilizadas no momento da escassez das chuvas para a agricultura e a pecuária - conduzidas através de canais de irrigação -, ou para consumo humano. Com o retorno das águas ao leito do rio, ficava armazenado nas margens um precioso fertilizante, o húmus, que permitiu o surgimento de uma agricultura de alta produtividade.

Segundo os historiadores G. Moktar e J. Vercoutter, a "experiência logo ensinou os egípcios a desconfiar da inconstância do rio. Para compensar a escassez periódica, era necessário estocar cereais para alimentar a população e - mais importante ainda com vistas ao futuro - garantir quantidade suficiente de sementes para a semeadura seguinte, quaisquer que fossem as circunstâncias.

"Esses estoques de reserva eram fornecidos pelo governo central, graças ao duplo celeiro real, que estocava cereais em armazéns distribuídos por todo o país. Limitando o consumo em períodos de abundância e estocando o máximo possível para se precaver contra cheias insuficientes ou excessivas, o governo central passou a controlar, por assim dizer, a ordem natural e veio a desempenhar um papel muito importante."

Excedente econômico
A produtividade alta permitiu a acumulação de um excedente econômico, que viabilizou a construção das pirâmides, dos palácios, o desenvolvimento do artesanato, da ourivesaria e as guerras de expansão.

A produção agrícola era diversificada: trigo, cevada, ervilha, cebola, linho, tâmaras, diversas árvores frutíferas, além da pecuária (bois, ovelhas, porcos, cabras). Os egípcios desenvolveram também a caça e a pesca: a primeira realizada nos pântanos e no deserto e a segunda praticada no Nilo, nos reservatórios e canais de irrigação.

Artesanato e cultura
O artesanato era muito importante. Utilizaram o linho e o couro de animais, confeccionaram cerâmicas e durante largo tempo não houve separação entre agricultores e artesãos: como o ciclo agrícola era de seis meses (plantio e colheita), o restante do tempo era aproveitado nas atividades artesanais e na conservação dos canais de irrigação e dos reservatórios.

O papiro era abundante às margens do Nilo. As fibras da planta foram usadas para fazer embarcações, redes e cordas, mas acabou tendo enorme importância quando utilizado como matéria-prima para fazer papel. De acordo com o historiador J. Yoyotte, o "cultivo intensivo do papiro provavelmente contribuiu para o desaparecimento dos pântanos, refúgio dos pássaros, crocodilos e hipopótamos, que, na opinião dos própios antigos, davam brilho à paisagem egípcia".

Obras faraônicas
A transcrição nos papiros de fatos da história, do dia-a-dia do governo e das questões religiosas pelos escribas - funcionários governamentais dedicados à tarefa de registro em hieróglifos, sinais pictográficos simbolizando objetos - acabou transformando-se em importante fonte histórica para a reconstrução da civilização egípcia.

As grandes obras públicas, outra das principais características do Egito faraônico, como as pirâmides, palácios e canais de irrigação, só foram possíveis graças ao pagamento de tributos das comunidades - através do imposto em trabalho dos camponeses livres e em mercadorias - e da utilização dos escravos, prisioneiros de guerra -, em minas e pedreiras.


Grande parte da atividade econômica era controlada pelo Estado, que recebia parcela considerável do excedente econômico produzido pelas aldeias como tributo, e utilizava parte deles para alimentar os trabalhadores nas obras públicas e outra parcela era colocada no mercado.

Pirâmide social do Egito Antigo
Nos quase 2.500 anos do Egito dos faraós, a estrutura social pouco se alterou. Na base estavam os escravos, quase todos de origem estrangeira e em número reduzido, mas principalmente os camponeses livres, a maioria da população, que viviam nas aldeias e tinham de pagar diversos tributos ao Estado e aos templos.


Havia uma camada intermediária representada pelos artesãos urbanos, funcionários e escribas. A classe dominante era formada pelo faraó - adorado como um deus e exercendo também o poder militar, civil e judiciário - e sua família, pelos sacerdotes, militares e altos funcionários do Estado.

De acordo com o filósofo e historiador das religiões Mircea Eliade, para os egípcios a ordem social representa um aspecto da ordem cósmica. Assim, a realeza existiria desde o começo do mundo, pois o "Criador foi o primeiro Rei; ele transmitiu este função ao filho e sucessor, o primeiro Faraó. Essa delegação consagrou a realeza como instituição divina".

O papel da religião
A vida dos egípcios estava marcada pela religião e seus deuses. Osíris ensinou a agricultura aos seres humanos mas acabou traído e morto pelo irmão e rival Seth. Isis, sua mulher, convenceu os outros deuses a trazer de volta Osíris para a Terra: era ele que julgava após a morte os egípcios. Ouvia a defesa de cada um e, depois de pesar o coração do indivíduo - para saber se estava mentindo ou não - decidia pela inocência ou culpabilidade.

A crença em uma vida após a morte acompanhava o egípcio durante toda a sua existência. Desta forma, a construção de grandes túmulos, onde estavam acumulado tesouros e objetos de uso pessoal do morto, servia para que depois da vida ele mantivesse a mesma condição material.

Segundo o egiptólogo A. Abu Bakr, a "crença no além foi sem dúvida favorecida e influenciada pelas condições geográficas do Egito, onde a aridez do solo e o clima quente asseguravam uma notável conservação dos corpos após a morte, o que deve ter estimulado fortemente a convicção de que a vida continuava no além-túmulo".

O politeísmo da religião egípcia foi brevemente interrompido pela instituição do monoteísmo pelo faraó Amenófis IV (1380-1362 a.C.) com o culto ao deus Aton. Além de razões religiosas, o faraó também pretendia diminuir os poderes do clero, enriquecido pelo pagamento de tributos, e que exercia enorme influência política. Amenófis fundou uma nova capital, perseguiu os sacerdotes inimigos da reforma mas não conseguiu obter apoio popular. Após a sua morte foi restabelecido o politeísmo e a capital retornou para Tebas.

Maxi - 1ª Série - PRÉ-HISTÓRIA

Um dos mais fascinante mistérios da Pré-história é o surgimento do ser humano. Até 1859, apenas livros religiosos, como a Bíblia, davam resposta a esse enigma, naturalmente em sua linguagem simbólica. Nesse ano, o naturalista inglês Charles Darwin publicou seu livro "A origem das espécies", apresentando evidências de que as espécies animais são capazes de modificações gradativas, ou de evolução, através do tempo, de modo que novas espécies possam surgir. 

O Homo sapiens 
O Homo sapiens, surgido entre 400 mil e 100 mil anos atrás é um dos últimos elos da corrente da espécie a qual todos nós pertencemos. Suas origens ainda não estão totalmente explicadas. Uma das teorias afirma que os seres humanos modernos (Homo sapiens sapiens) evoluíram ao mesmo tempo a partir de populações primitivas da África, Ásia e Europa, misturando-se uns aos outros geneticamente. 

Independentemente de qual teoria esteja correta - se é que alguma delas está -, o fato é que os mais antigos fósseis já encontrados de seres humanos modernos datam de 130 mil anos e foram localizados na África. E de todas as espécies, o Homo sapiens sapiens foi a única que se espalhou e conquistou os cinco continentes do nosso planeta. 

Períodos da Pré-história 
John Lubbock chamou de Paleolítico e de Neolítico o que, respectivamente, Thomsen denominara idade da Pedra Lascada e idade da Pedra Polida. As duas classificações se baseiam nas técnicas ou nos utensílios inventados pelo homem nas épocas focalizadas. Assim, quando se fala em Paleolítico (ou idade da Pedra Lascada), têm-se em vista instrumentos rudimentares de pedra, de madeira ou de osso. E, ao falarmos em Neolítico (ou idade da Pedra Polida), referimo-nos a instrumentos feitos com os mesmos materiais, porém mais sofisticados e mais elaborados. 

Em 1936, os estudos do cientista Vere Gordon Childe abriram novos caminhos para uma melhor com preensão da Pré-História. Ele propôs que esses períodos fossem considerados etapas da evolução do homem, que não se excluíam entre si, superando-se através de novas formas de produção. 

PALEOLÍTICO: compreenderia os anos entre 4 milhões a.C. e 12000 a.C. Suas características são o nomadismo e a subsistência baseada na caça, mas também voltada para a pesca e a coleta de vegetais. 

Durante a caçada, os animais eram forçados em direção a desfiladeiros sem saída ou rumo a abismos, quando então caíam em armadilhas feitas em covas, onde havia paus pontiagudos. Como camuflagem, o homem dispunha principalmente de disfarces com peles e chifres de animais. 

Os instrumentos ou ferramentas usados cotidianamente eram de pedra, de madeira ou de osso, moldados a partir de golpes de um material mais resistente contra outro menos resistente. Essa técnica podia chegar a alguma sofisticação, com objetos tendo apenas uma de suas faces lascada ou afiada para tornarem-se mais adequados. São dessa época os "machados de mão", pedras trabalhadas para se tornarem cortantes, sem cabo. 

ARTE RUPESTRE Pouco se sabe sobre a quantidade populacional no Paleolítico, principalmente em virtude do nomadismo. Calcula-se, por exemplo, que em toda a área da atual Bélgica viviam apenas 400 pessoas. De acordo com sepulturas e esqueletos fossilizados nelas encontrados, imagina-se que a média de idade dos seres humanos no fim do período era de 26 anos. 

No plano artístico, é comum associar-se a arte à religião durante o Paleolítico, embora haja teorias atribuindo ao aumento demográfico o surgimento de tempo ocioso, empregado em pintura e em escultura. De qualquer modo, a arte pré-histórica ou rupestre refletia as preocupações de subsistência, através de representações da caça e da fertilidade (da terra e da mulher). 

MESOLÍTICO: Supõe-se-se que a humanidade tenha entrado num segundo estágio de sua evolução cultural com a descoberta da agricultura, que passou a ser a principal fonte de subsistência. A agricultura levou ao sedentarismo e, simultaneamente, às primeiras tentativas de domesticação de animais (supõe-se que com cabras, porcos e carneiros, em regiões da Ásia). 

NEOLÍTICO: Os utensílios multiplicaram-se. Já não se tratava de simples "machados de mão" ou clavas, mas sim de vasos, estatuetas, fusos, contas, pilões. Surgiu também uma das peculiaridades do Neolítico: a cerâmica, possivelmente criada a partir do revestimento de betume que se colocava no interior de cestas de fibra para torná-las impermeáveis e próprias para o transporte de líquido. A resistência do betume, permanecendo após o desgaste das fibras, explicaria a tese. 

O sedentarismo teria permitido também o aumento populacional e o surgimento de organizações sociais mais complexas, inclusive ocorrendo uma divisão social do trabalho e uma especialização de funções. Estudiosos admitem a existência de um poder organizado, com autoridades temporais e/ou religiosas. 

A etapa posterior é conhecida como Idade dos Metais, com o domínio de técnicas de manipulação do cobre e do bronze por parte do homem. É quando ocorre o surgimento de cidades, processo que Gordon Childe chama de Revolução Urbana. Por fim, veio o advento da escrita, que encerrou a Pré-história. 

Adaptado de: 
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/pre-historia-2-o-surgimento-do-ser-humano-e-os-periodos-pre-historicos.htm

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

9º ano - 1º Bimestre - 1ªPS - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918)

*adaptado do texto de Rainer Sousa (Brasil Escola)

ANTECEDENTES
A Primeira Guerra Mundial aconteceu por motivos que vinham deste o século XIX. Entre os anos de 1870 e 1914, o mundo vivia a euforia da chamada Belle Epóque (Bela Época). Do ponto de vista da burguesia dos grandes países industrializados, o planeta experimentava um tempo de progresso econômico e tecnológico. Entretanto, todo esse otimismo encobria um sério conjunto de tensões.

Com o passar do tempo, a relação entre os maiores países industrializados se transformou em uma relação marcada pela tensão. A concorrência pelos territórios imperialistas acabava se acirrando a cada dia. Orientados pela lógica do lucro capitalista, as potências industriais disputavam cada palmo das matérias-primas e dos mercados consumidores mundiais, principalmente na África e Ásia.

Preocupados em manter e conquistar territórios, os países europeus investiam em uma pesada tecnologia de guerra e aumentavam seus exércitos. Nesse último aspecto, vale lembrar que a ideologia nacionalista alimentava um sentimento utópico de superioridade que abalava o bom entendimento entre as nações.

Cartazes incentivando jovens a se alistarem para o conflito

Os países imperialistas estavam empenhados numa rápida corrida armamentista, já como uma maneira de se protegerem, ou atacarem, no futuro próximo. Esta corrida bélica gerava um clima de apreensão e medo entre os países, onde um tentava se armar mais do que o outro, o que levou a o desenvolvimento da chamada “política de alianças”. Através da assinatura de acordos político-militares, os países europeus se dividiram nos futuros blocos políticos que conduziriam a Primeira Guerra Mundial. Por fim, o Velho Mundo estava dividido entre a Tríplice Aliança – formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália – e a Tríplice Entente – composta por Rússia, França e Inglaterra.

ESTOPIM
Mediante esse contexto, tínhamos formado o terrível “barril de pólvora” que explodiria com o início da guerra em 1914. O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina), região dominada pelos austríacos desde 1907. As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo Sérvio chamado Mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs.

O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra aos sérvios. A Sérvia recorreu a ajuda dos russos. Os alemães partem em ajuda aos austríacos, seus parceiros na Tríplice Aliança. Assim, de ajuda em ajuda, até fins de agosto, as principais potências europeias deflagravam os primeiros movimentos da Grande Guerra.


Assassinato de Francisco Ferdinando

O CONFLITO
Estava claro que ambos os lados eram belicamente poderosos e que o menor avanço territorial só aconteceria ao custo de milhares de vidas. Dessa forma, os soldados de ambos os lados passaram a cavar trincheiras de onde tentavam, ao mesmo tempo, se proteger e atacar. Entre duas trincheiras inimigas ficava a chamada “terra de ninguém”, onde arame farpado e corpos em decomposição eram bastante recorrentes.

Além do poder das armas, a própria trincheira era outra inimiga para os soldados que se amotinavam naquele espaço insalubre. Os mortos que se acumulavam nas trincheiras eram um grande chamariz para os ratos que se alimentavam da carne pútrida dos corpos. Entre as doenças usualmente contraídas nas trincheiras se destacavam a “febre de trincheira”, reconhecida por fortes dores no corpo e febre alta; e o “pé de trincheira”, uma espécie de micose que poderia resultar em gangrena e amputação.


Soldados ingleses entrincheirados

Mais que uma simples estratégia militar, as trincheiras representavam intensamente os horrores vividos ao longo da Primeira Guerra Mundial. Submetidos a condições de vidas extremas, milhares de soldados morreram em prol de um conflito em que a competição imperialista era sua razão maior. Pela primeira vez, a capacidade dos homens matarem atingiu patamares que abalavam aquela imagem de razão.

Em 1917 ocorreram dois fatos históricos de extrema importância: a saída da Rússia do conflito, pois passava por uma guerra civil e, a entrada dos Estados Unidos na Grande Guerra. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição.

CONSEQUÊNCIAS
A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos. Esta destruição toda é fruto da utilização da tecnologia como armas de guerra. Pela primeira vez na história, foram utilizados em larga escala, tanques de guerra, metralhadoras, aviões e granadas, por exemplo.

Os alemães, considerados causadores do conflito, tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. O Tratado de Versalhes teve forte repercussão na Alemanha, influenciando, anos mais tarde, no início da Segunda Guerra Mundial.

Logo após a guerra surgiu a Liga das Nações (ou Sociedade das Nações), órgão internacional incumbido de manter o diálogo entre os países, evitando que novos grandes conflitos ocorressem. Porém, a Liga teve pouco tempo de vida, pois não conseguiu cumprir seu papel de conciliação.

No contexto social, as mulheres, que haviam trabalhado nas fábricas produzindo armamentos, fardas e mantimentos para abastecer os fronts de batalha, passaram a exigir maior na sociedade. Durante as décadas seguintes, vários países passaram a autorizar o voto universal, dando, finalmente, a possibilidade de participação política e social para as mulheres.


Cartaz  à favor do voto feminino

Ocorreu um erro neste gadget